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FAQ


1.
O que é a cooperação?

A cooperação consiste num acordo que institui alianças estratégicas, as quais permitem aos diferentes actores, não só reduzir a incerteza e turbulência dos mercados, mas também conjugar vantagens, numa óptica em que o benefício global é superior ao da acção individual.

A cooperação pode ter um carácter temporal, indefinido ou limitado, ou seja, uma vez atingidos os objectivos poder-se-á por fim à colaboração.


2. O que é uma rede de cooperação?

Uma rede de cooperação é um dos instrumentos de optimização da interacção dos intervenientes no funcionamento no mercado. Por outras palavras, uma rede de cooperação está associada ao processo de gestão da actividade desenvolvida entre os vários intervenientes, com o intuito de optimização de recursos.

Num contexto de cooperação em rede, tanto informal, como formal, as actividades são levadas a cabo numa lógica de sistema, através de uma dinâmica gerida e induzida pelos diversos actores, tendo como base a complementaridade das competências e recursos.

Assim, uma rede de cooperação engloba a actividade, ou conjunto de actividades, desenvolvidas por um conjunto de intervenientes onde determinados recursos são partilhados, com vista à optimização dos resultados e com retorno para todos os intervenientes.


3. Quais são as principais causas de conflito ou de fracasso numa rede de cooperação?

Existem diversas razões que explicam um eventual fracasso das redes de cooperação. Conhecer as suas causas é um requisito prévio, para determinar as melhores condições para a celebração dum acordo de cooperação. Na generalidade, as dificuldades ou problemas com maior expressão, no estabelecimento dum acordo de cooperação são:

  • Incompatibilidade entre os actores, nomeadamente, ao nível das filosofias de gestão, do entendimento e planeamento sobre os critérios de êxito, da definição das actividades e  do êxito esperado;
  • Estabelecimento de acordos em condições forçadas;
  • Indefinição da estratégia e da estrutura de cooperação;
  • Defesa incondicional de posições demasiado restritas;
  • Abusos de poder e perda de autonomia;
  • Supervisão inadequada do funcionamento da cooperação;
  • Controlo ineficaz, da implementação das acções e do funcionamento das estruturas;
  • Não tratar detalhadamente os aspectos da transferencia de tecnologia e informação entre os actores.


4. Quais são as condições para assegurar o êxito duma rede de cooperação?

Ao nível da negociação do acordo de cooperação:

  • Integrar os acordos de cooperação na estratégia global da empresa;
  • Definir, claramente, as motivações e os objectivos de cada actor da rede de cooperação;
  • Sustentar o processo de cooperação nos pontos fortes de cada actor e não nos seus pontos fracos;
  • Assegurar a complementaridade de recursos e/ou conhecimentos;
  • Seleccionar os intervenientes de forma adequada;
  • Garantir uma definição, clara e precisa, da divisão de poderes, dos resultados e da tomada de decisões;

Ao nível operacional da rede de cooperação:

  • Criar uma estrutura operacional de funcionamento, adequada às finalidades da rede de cooperação e à capacidade de cada actor;
  • Garantir a existência de mecanismos de controlo e de execução, práticos mas eficazes;
  • Flexibilizar as estruturas e os fluxos de informação e de concertação.

 Recomendações ao nível do funcionamento da rede de cooperação:

  • Elaborar um plano das acções no tempo;
  • Nomear os responsáveis pela coordenação;
  • Garantir uma gestão, quanto possível, autónoma e dinâmica;
  • Assegurar, continuamente, a assistência e o apoio material, à filosofia e aos princípios da rede de cooperação e à persecução dos seus objectivos;
  • Prever a revisão do funcionamento e das operações da cooperação, de forma periódica. Assim como a redefinição das estratégias, sempre que se alterar alguns dos seus princípios básicos;
  • Prevenir os casos de dissolução, determinando a sua forma e o seu alcance.
     

5. O que é um cluster? O que o distingue duma Dinâmica de Cooperação?

De acordo com Porter (1990), um cluster “é formado por empresas e sectores ligados, através de relações verticais (cliente–fornecedor) e horizontais (tecnologia), numa determinada região”, sendo que “a concentração geográfica dos rivais, clientes e fornecedores promove a inovação e a competitividade do cluster

As dinâmicas de cooperação, são compostas pelas sinergias que se desenvolvem, entre diferentes actores locais, integrados em lógicas de cooperação em rede, que se perpetuam no tempo e relacionam entre si.


6. Existem apoios públicos, especificamente orientados para a dinamização da cooperação empresarial?

Ainda que não sejam conhecidos e efectivamente consistentes, a identificação dos apoios e das políticas públicas mais adequadas, para estimular a sociabilidade, a confiança e a capacidade para cooperar, admite-se que é possível intervir, de forma a facilitar o processo de indução da cooperação.

É essencialmente nesta linha, que o IAPMEI tem vindo a promover programas de apoio à dinamização da cooperação empresarial. Estruturados em torno dos conceitos de parceria e de relações de confiança, o IAPMEI procura valorizar comportamentos económicos ajustados aos desafios das sociedades contemporâneas, enquanto indutores de desenvolvimento económico. Apoiado em metodologias de suporte, procura apoiar e configurar a emergência de dinâmicas de cooperação, que minimizem as imperfeições dos mercados e dos próprios processos de cooperação em rede.

Os programas dinamizados pelo IAPMEI tem disponibilizado uma infraestrutura de suporte a três níveis:

  • Suporte humano – selecção e formação de um conjunto de agentes das associações empresariais que visam apoiar as diversas fases associadas à criação, consolidação e desenvolvimento de redes de cooperação: agentes promotores–facilitadores e consultores-conselheiros
  • Suporte metodológico – desenvolvimento e transmissão de uma metodologia específica associada ao processo de cooperação e à criação consolidação e desenvolvimento de redes de cooperação:
  • Identificação de oportunidades de cooperação e dos actores com potencial para cooperar;
  • Estudo das oportunidades detectadas, implementação das actividades em cooperação e design de rede;
  • Acompanhamento e avaliação das actividades em cooperação.
  • Suporte financeiro/material – dinamização de um conjunto de apoios financeiros e materiais para o apoio qualificado à criação, desenvolvimento e consolidação de redes de cooperação. Neste conjunto de apoios estão incluídos os do PRIME – Programa de Incentivos à Modernização da Economia.

Ao longo dos últimos anos, para além das iniciativas promovidas pelo IAPMEI, outros apoios existiram à dinamização da cooperação, geridos por instituições comunitárias, e por entidades nacionais. A título de exemplo referimos destacamos os seguintes:

Programas e Iniciativas Comunitárias:

  • AL - INVEST - Programa de Cooperação Industrial e Promoção dos Investimentos em Favor dos Países da América Latina;
  • ÁSIA - INVEST - Programa de Promoção da Cooperação Económica entre a União Europeia e a Ásia;
  • Cooperação e Desenvolvimento transnacional das PME;
  • MEDA - Programa no âmbito da Parceria Euro-Mediterrânica;
  • Programa PHARE;
  • Programa TACIS;
  • UE - JAPÃO - Centro para Cooperação Industrial.

Outras Iniciativas Nacionais:

  • Os programas promovidos pela Associação Industrial do Minho (AIM)

Iniciativas de Outros Países

  • Holanda - Programa de Estímulo aos Clusters;
  • Noruega – Programa BRIDGE;
  • Bélgica – Programa PLATO
  • Irlanda – National Linkage Programme;


7.
O que se entende por um Promotor – Facilitador da cooperação ?

Um promotor–facilitador é alguém, que pelas suas competências e capacidades, apoia um grupo de actores a cooperarem entre si. Focalizando-se no processo, de como podem os actores trabalhar juntos, o promotor –facilitador visa a optimização dos modelos de cooperação em rede. Este não deve ter autoridade, para impor qualquer tipo de acção na rede de cooperação e não deve ter qualquer tipo de interesse nos resultados a obter. Trata-se dum indivíduo, que potencia a endogeneização de técnicas de gestão e avaliação empresarial, por parte dos actores na rede de cooperação.



Autoria: INTELI - Inteligência em Inovação


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