Tendo sido submetido à avaliação da Comissão Europeia, em 1 de fevereiro de 2025, um pedido de reprogramação do PRR - no qual foi solicitada a extensão do prazo para cumprimento da meta final até 30 de junho de 2026, com o propósito de garantir a implementação eficiente destes investimentos - a aprovação desta extensão de prazo torna agora vital avançar com a reprogramação destes projetos, procedendo ao ajustamento das condições contratualizadas à realidade atual, por forma a concretizar a meta final na data-limite de implementação dos projetos e a certificar a sua execução, assegurando o desembolso de fundos do PRR para Portugal.
Este processo arranca já no próximo dia 15 de abril com um webinar, dirigido a todos os consórcios das 52 Agendas Mobilizadoras, em que faremos o enquadramento da reprogramação, contexto e necessidade de ajustes no planeamento destes projetos. Serão clarificadas as principais alterações e impactos esperados, a revisão de metas e eventuais ajustes financeiros, os prazos e próximos passos e haverá lugar à audição de propostas para otimizar esta reprogramação, permitindo uma execução mais eficaz e eficiente dos investimentos e maximizar os produtos, processos e serviços (PPS) alcançados nestes projetos.
A Componente C05 – Capitalização e Inovação Empresarial do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) assume um papel central na transformação do tecido empresarial português, representando um investimento total de 7 700 M€, distribuído por 52 Agendas Mobilizadoras e Verdes.
Estes projetos envolvem atualmente 1 757 copromotores e contam com 2 874 M€ de apoios públicos, tendo um potencial de criação de 18 000 novos postos de trabalho, dos quais cerca de 11 000 correspondem a perfis altamente qualificados.
Esta componente representa 13% da dotação global do PRR e 63% da dotação das Componentes do PRR sob responsabilidade do IAPMEI, traduzindo a relevância da execução do PRR no domínio empresarial.
As Agendas Mobilizadoras têm como objetivo acelerar a inovação, promover a reindustrialização sustentável e estimular a integração das empresas em cadeias de valor globais. Fomentam, ainda, a colaboração entre empresas, centros de investigação e instituições de ensino superior, promovendo dinâmicas de inovação aberta e estratégias de clusterização que são determinantes para o aumento da competitividade e da resiliência da economia nacional.