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17-06-2026
Transição ESG | SBTi atualiza norma Net-Zero

As empresas que queiram valorizar os seus planos de descarbonização, utilizando o padrão SBTi, vão poder dispor de uma nova versão da norma Net-Zero, mais flexível e adaptada às PME.


O referencial SBTi, Science Based Targets Initiative, é uma ferramenta internacionalmente reconhecida, que as empresas usam para demonstrar o seu compromisso com as prioridades ambientais, e que lhes garante conformidade no alinhamento das suas metas climáticas com a ciência, com vantagens competitivas na sua ligação ao mercado.
 
O que muda com a nova norma

A versão 2.0 do Corporate Net-Zero Standard da SBTi traz várias novidades, entre as quais uma abordagem diferenciada para pequenas e médias empresas, e a introdução do princípio de ‘melhor esforço’, que vai permitir que as empresas permaneçam em conformidade mesmo que as metas não sejam atingidas, desde que estejam a utilizar todos os recursos disponíveis para reduzir as suas emissões carbónicas e sejam transparentes no reporte de barreiras à sua implementação.

O objetivo é flexibilizar a definição de metas de descarbonização, tendo em conta as várias realidades empresariais, e tornando mais fácil a jornada de transição para a sustentabilidade das empresas.

A nova versão da norma prevê que os requisitos sejam ajustados aos vários contextos de negócio, dimensional, setorial e geográfico, e vem tornar possível hierarquizar e priorizar a implementação de medidas, com concentração de esforços na redução das fontes de emissões mais relevantes, diretamente nas empresas e ao longo de todas as suas cadeias de valor.

Relativamente à classe dimensional, é criado um sistema de categorias, que distingue dois grupos de empresas. Na categoria A estão incluídas as grandes empresas de todos os países e empresas de média dimensão de países com rendimento nacional bruto elevado, e na categoria B as pequenas empresas de todos os países e as médias empresas de países com rendimento nacional bruto baixo.

No contexto da nova norma, todas as empresas deverão definir metas de curto prazo (5 anos) para as emissões de âmbito 1 e 2. Quanto ao âmbito 3, esta obrigatoriedade recai apenas nas empresas da categoria A.

As alterações introduzidas na revisão do normativo coincidem também com uma maior abrangência de atuação da SBTi, que pretende complementar o foco da sua intervenção na definição e validação de metas com o apoio direto às empresas na implementação dos seus objetivos ambientais.

A SBTi foi fundada em 2015 para ajudar as empresas na definição e certificação de metas ambientais baseadas na ciência e alinhadas com o Acordo de Paris.



Para ficar a saber mais sobre alinhamento dos negócios aos princípios da sustentabilidade e neutralidade carbónica, consulte aqui o espaço de conhecimento ‘ESG e Finanças Sustentáveis’ do IAPMEI.

Última atualização
17-06-2026
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